Às traças que soem deixar-me só:
não me surpreende que vão todas embora
ao final,
afinal me surpreende tanto mais que nunca seja eu deixado
a não ser por mim mesmo,
que seja o primeiro a ir, tão cedo que me corre a minha própria falta
ao longo da saudade que sonhei ter.
Que bom se sentar à janela e saudar! Enquanto a observar
as costas dos que se vão, saudá-los, sem mais que
saudá-los quietamente com a serenidade das saudações não percebidas.
Quão bom não seria?
Respirar a brisa do fim da tarde e cambalear num choro mais ou menos,
com toda a elegância de quem chora em segredo.
E ainda se para alguém que já foi e me esquecera!
Meu coração transbordante, a latejar. faria de mim
mais que um casulo de ontem, a secar-se e quebrar-se no tempo
em tantos pequenos
pedaços,
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