Ah, pelas veias que me querem
na cabeça uma couve
um repolho
faço de todo meu corpo um legume,
a desfraldar bandeiras mais sonoras
que o discurso de tantos cílios que me foram
(ai, adiados)
Um destroço, seja,
que a saudade que me cora
é a saudade
como um galho a me furar o olho
apagar de cigarros a machadadas
(e medíocres caminhos:
em grandes vergonhas)
Ao incendiário
que após quando só brasas
-
o fogo que consumiu
(resta a falta que reina) -
ah, mas quando estava tudo por destruir
que chances, que doces gargalhadas
encobertas
belíssimo
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